Machu Picchu (que em quéchua significa “Montanha Velha”) é o mais importante sítio arqueológico das Américas e também uma das maiores das atrações turísticas do continente americano. Simplesmente não é possível pensar em um roteiro turístico pelo Peru sem incluir Machu Picchu!
• A grande importância da descoberta de Machu Picchu é o fato de ter sido encontrada intacta, nos permitindo saber mais sobre a cultura inca, uma vez que todas as demais cidades foram destruídas ou muito modificadas pelos espanhóis.
• Na verdade, o conjunto arqueológico de Machu Picchu pertencia a área de uma fazenda, cujos proprietários já conheciam a existência das ruínas visitadas pelo peruano Enrique Palma, 9 anos antes, em 1902.
• Com a anuência do governo peruano – sem nenhuma preocupação com o patrimônio arqueológico do país – o material encontrado nas primeiras escavações de Machu Picchu foi simplesmente levado embora para os EUA, o que provocou sérios protestos, inicialmente no porto de Mollendo depois também em Puno e Arequipa.
Quanto tempo é preciso para se visitar
Machu Picchu?
• À Um dia é suficiente para visitar Machu Picchu, partindo e voltando de Cusco no mesmo dia. Mas o ideal é pernoitar, o que pode ser feito no Machu Picchu Santuary Lodge (opção de luxo) ou em Aguas Calientes.
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As dicas para a visita às ruínas de Machu Picchu
• A visita a Machu Picchu implica, para quem sai de Cusco pela manhã, em acordar muito cedo, quando o frio é bravo, e tomar o trem usando gorro de lã, pulôver e casaco.
• Entretanto, a temperatura vai logo subindo. Já no trem você percebe. Como Machu Picchu é muito mais baixo do que Cusco, portanto mais quente, é possível, se estiver sol e dependendo da época do ano, que por volta do meio-dia esteja fazendo bastante calor.
• Um protetor solar e um chapéu (não o gorrinho de lã, que você não suportará colocar na cabeça) serão úteis. O pulôver e o casaco, sorry, você terá que carregar. Leve uma sacola a tiracolo.
• O horário em que há mais turistas em Machu Picchu e que o sol pode incomodar mais é das 11h às 13h. Para escapar disso, o jeito é chegar na véspera e visitar Machu Picchu bem cedo pela manhã ou chegar de trem, almoçar em Aguas Calientes, visitar o sítio à tarde e pegar o trem de volta no dia seguinte.
• Só existem sanitários e lanchonete (lotada de turistas e com serviço de uma lentidão exasperante) na entrada da área arqueológica de Machu Picchu. Ou seja, antes de você entrar. Depois que você entrou, já era.
•Alimente-se antes e leve água mineral. É proibido “piquinicar” no interior do sítio.
• Não espere comer bem em Aguas Calientes. Se faz questão disso, almoce no Santuary Lodge, o hotel de luxo ao lado das ruínas.
• A estação de trem Machu Picchu fica no vilarejo de Aguas Calientes, espremido entre a montanha, o rio e a via férrea.
• Sem ter nenhuma atração além de suas piscinas termais de interesse relativo, Aguas Calientes serve de base para quem quer seguir para Machu Picchu bem cedo pela manhã, antes que o lugar seja invadido por multidões de visitantes que chegam de Cusco.
• Os primeiros ônibus que levam ao sítio arqueo-lógico saem por volta de 6h da manhã.
• Não perca o último, que volta no final da tarde.
• Recomendamos que, logo após ingressar no sítio de Machu Picchu, você suba até o mirante, tomando a trilha à sua esquerda. A subida, que leva uns dez minutos, é um pouco puxada, mas extremamente compensadora para ter a vista panorâmica clássica do conjunto: aquela dos cartões postais, que não dão noção do gigantesco tamanho da cidade de Machu Picchu e de sua beleza..
• Dali você pode descer até a área sagrada de Machu Picchu, onde ficam os principais templos: o do Sol, o das Três Janelas e o chamado “Principal”, até chegar a Intiwatana, o observatório solar utilizado para medir os solstícios e equinócios.
• Abaixo, à direita, está um imenso gramado: essa era a praça da cidade de Machu Picchu, que dividia, no Setor Urbano, a área sagrada da residencial, do outro lado, que também pode ser visitada.
• A Pedra Sagrada fica aos pés do Huayna Picchu (“Montanha Nova”), um pico acessível por um caminho um tanto difícil.
• Se você for subir até lá, faça-o com muita atenção e com sapatos adequados. A subida exige esforço físico e toma uma hora (mais uma para descer; não vá perder seu trem!).
• Não é indicada para quem tem medo de altura e muito menos para crianças. Do alto tem-se uma vista privilegiada de Machu Picchu. No caminho, fica o Templo da Lua.
• No verão temporais podem ser um problema: em janeiro de 2010, intensos aguaceiros deixaram turistas ilhados em Aguas Calientes durante dias e tiveram que ser resgatados em helicópteros.
Os mistérios de Machu Picchu
• Olhando para as enormes pedras utilizadas na construção de Machu Picchu, fica a pergunta: como conseguiram levá-las até ali?
• Esse é um tema ainda discutido, como outros sobre a Cidade Perdida, que conserva muitos de seus mistérios.
• O que foi exatamente Machu Picchu? Está claro que não era uma cidade comum. Estudos recentes indicam que Machu Picchu teria sido, além de um lugar sagrado, retiro do Inca Pachacútec. Nesse recanto, de clima mais ameno que Cusco, o soberano passava, com sua corte, o período mais rigoroso do inverno.
• Dos 164 esqueletos encontrados em Machu Picchu em tumbas existentes no local, 102 eram de mulheres adultas, 7 de meninas e 24 estavam deteriorados demais para que se determinasse seu sexo. Esses dados suscitaram a hipótese (não comprovada) de que o local teria servido de refúgio para as Virgens do Sol quando os espanhóis invadiram e saquearam Cusco.
• Os arqueólogos descobriram que a população de Machu Picchu, de aproximadamente mil pessoas, habitava diferentes bairros ou setores: o Sagrado, onde fica Intiwatana, o Templo do Sol e o Templo das Três Janelas; o dos Sacerdotes e da Nobreza; e o “bairro dos agricultores”.
• Dá para notar que neste último as construções são mais grosseiras, com o ajuste das pedras e o acabamento mais rudimentares (como um condomínio de casas populares atual em comparação a um de luxo...).
• Ao lado da região agrícola de Machu Picchu ficavam as plantações em terraços com um engenhoso sistema de irrigação. Boa parte da terra era trazida do vale até o alto, em Machu Picchu. Imagine a dificuldade de tudo isso.
• Vestígios de objetos manufaturados na Europa demonstram que Machu Picchu foi habitada até 1540, portanto, após a chegada dos espanhóis. Depois, Machu Picchu foi simplesmente abandonada, ninguém sabe exatamente porque.
• Acredita-se hoje que o local onde fica o sítio arqueológico de Machu Picchu já era habitado antes dos incas, mas estes seriam os responsáveis pela magnífica cidade construída provavelmente em meados do século XV que, com exceção dos telhados de madeira e palha que desapareceram, está intacta.
• Os telhados de Machu Picchu eram não apenas térmicos, mas também mais seguros numa região sujeita a terremotos; no caso de um abalo, se algo for desabar na cabeça dos moradores, melhor que seja um tufo de palha do que uma telha de barro!
Trilha Inca - É possível percorrer a Trilha Inca, o antigo caminho que levava de Cusco a Machu Picchu. Veja detalhes sobre a Trilha Inca.

Machu Picchu: a cidade ainda guarda muitos mistérios
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Cusco - Capital do império Inca, com um rico acervo de construções colonias e vestígios arqueológicos pré-colombianos.
Veja imagens e mais informações sobre Cusco
Valle Sagrado Fica nas vizinhanças de Cusco. O vale do rio Urubamba, a nordeste de Cusco, é conhecido como Vale Sagrado dos Incas. Lá se espalham cidadezinhas pitorescas e diversas ruínas de santuários e fortalezas construídas com gigantescas pedras.
Veja imagens e mais informações sobre O Valle Sagrado
Lago Titicaca - É o maior lago de altitude do mundo, uma das mais importantes atrações turísticas do Peru. Junto ao Lago fina Puno.
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Arequipa - Conhecida como "cidade branca", toda colonial e bela, é rodeada de vulcões de cumes nevados.
Veja imagesn e mais e informações sobre Arequipa
Valle del Colca - (excursões de dois dias a partir de Arequipa), as linhas de Nazca (no litoral sul) e, é claro Machu Picchu (trem de Cusco até a estação Água Calientes), o mais importante monumento arqueológico das Américas.
Veja imagens e mais informações sobre o Valle del Colca
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